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O Economista
A Formação Profissional:
  A formação do economista o possibilita analisar uma grande variedade de problemas do mundo real. Como a forma de pensar do economista é rigorosa e lógica - obtida a partir do treino analítico possibilitado pelas matérias de Teoria Econômica - os problemas do mundo real passam a ser mais facilmente tratáveis pelo economista. Além disso, a formação do economista envolve o estudo da História e da Estatística, o que lhe fornece um arcabouço de conhecimentos adequado aos problemas que enfrentará no mundo profissional. Tais características tornam atrativo aos empregadores, a contratação de economistas.
  Para que você se identifique com o curso de Economia é necessário que você goste de temas tão díspares como Estatística, História, Matemática bem como rudimentos de computação. Só para ressaltar a importância destas matérias, em pesquisa recente verificou-se que, dos conhecimentos utilizados por economistas no mercado de trabalho, 6,8% correspondiam à Estatística e à Econometria; 8,4% correspondiam ao uso de microinformática dentre outros.
Áreas de Atuação:
 
ENTIDADES
  O economista poder atuar em sindicatos, associações, federações, confederações, conselhos e outras entidades, tanto de empregados como de empregadores, ajudando a traçar a orientação política da instituição. Como grande parte dessas entidades ainda é carente de banco de dados, biblioteca e centros de documentação, este é um campo de trabalho em potencial.
  Dentro do âmbito macroeconômico, o economista tem a função de dimensionar e interpretar a atividade do setor no qual trabalha dentro do contexto produtivo, fornecendo às lideranças estudos voltados para a valorização das empresas associadas à entidade dentro i do cenário econômico do País. Ele também elabora documentos a serem encaminhados à classe política e subsidia pronunciamentos da diretoria da entidade em seminários ou na imprensa.
  No âmbito macroeconômico, o profissional de Economia orienta empresas sobre o reflexo de medidas econômicas nos negócios. Entre suas atividades estão a sugestão de formas mais adequadas de gerenciamento e a implantação de programas de controle de qualidade dos produtos.
  PROFESSOR
  Os economistas estão aptos a lecionar disciplinas na área econômico- financeira, relativas à sua grade curricular do curso de graduação ou de pós-graduação. O campo de trabalho nessa área está em constante crescimento devido à implantação de novas faculdades.
   Pré-requisitos para atuar na área: curso superior de bacharel em Ciências Econômicas, registro nos Corecons, cursos de especialização e aperfeiçoamento, afinidade com a especialidade escolhida para lecionar, desenvolvimento do poder de expressão verbal e escrita, clareza e objetividade
  PERÍCIA
  O economista está gabaritado a fazer a perícia, ou seja, constatar minuciosamente a natureza técnico-científica dos fatos e operar as prováveis causas que deram origem às gestões de natureza econômica.
  Nesta área, o economista desenvolve atividades de cálculo e processos judiciais, tanto através de nome- ação pela autoridade judiciária quanto ao requisitado pelas partes como assistente técnico. Em qualquer âmbito do Poder Judiciário o trabalho do economista é solicitado para embasar ações que requeiram cálculos de atualização econômico- financeiros.
  ARBITRAGEM
Na arbitragem ou arbitramento, o profissional de Economia indica a solução que possibilita resolver controvérsias de natureza econômica ou conflitos de quaisquer ordem que envolvam bens patrimoniais disponíveis. Com a arbitragem, que é um mecanismo alternativo à Justiça, o economista pode solucionar impasses de forma bem menos burocrática do que o sistema judiciário estatal.
  SETOR PÚBLICO
  Devido a necessidade do setor publico de atuar sempre com visão macroeconômica, a atuação do profissional economista é intensa e muito importante nessa área. O trabalho do economista exige grande responsabilidade, pois cada análise econômica provoca impactos político e social, tanto em nível federal quanto estadual e municipal. Cinco áreas do setor público merecem destaque: planejamento, orçamento, financiamento, análise da conjuntura econômica, e assessoria em geral. Os economistas atuam na formulação de diretrizes, análise das conseqüências de cada decisão político-econômica e no planejamento para desenvolver projetos urbanos para sua concretização.
   Na esfera federal, a maior parte dos economistas está lotado nos ministérios da Fazenda e do Planejamento, Banco Central e nas áreas de economia dos ministérios setoriais, das autarquias e empresas públicas e mistas. Para conquistar a vaga, o profissional precisa estar bem informado sobre tudo, que acontece na economia do País. O trabalho é sugerir medidas, apurar resultados e avaliar índices.
   Na esfera estadual e municipal, o economista desenvolve trabalhos principalmente nas secretarias de Planejamento, Finanças/Fazenda, nos bancos estatais e nas secretarias e órgãos setoriais. Nas demais áreas, ele avalia a conveniência de financiamentos e identifica as melhores oportunidades de investimentos.
  ANÁLISE DE CONJUNTURA ECONÔMICA E PESQUISAS
  Nesse campo de atuação, o economista aborda os grandes agregados econômicos que explicam o funcionamento da Economia, seus cenários e suas tendências. Dentre eles, a renda nacional, produtos internos bruto e líquido, agentes econômicos, demandas e ofertas globais, investimentos e formação da poupança nacional. Os institutos de pesquisas econômicas constituem um excelente campo de trabalho para o economista.
  Os trabalhos podem ser desenvolvidos das seguintes formas: análise de informações demográficas e sócio-econômicas, estudos setoriais globais e planejamento urbano e regional. É fundamental ainda o economista saber definir metodologias e orientar na aplicação das mesmas. Estudos sobre competitividade setorial, potenciais de mercado, finanças públicas, políticas monetária e social também estão presentes no trabalho do profissional.
  CONSULTORIA EM FUSÃO, AQUISIÇÃO E INCORPORAÇÃO
  Em cada um desses aspectos, o economista pode avaliar economicamente os empreendimentos, compreendendo a análise dos ativos e passivos, da rentabilidade, das perspectivas de lucros futuros. Outro ponto a ser analisado pelo economista consultor é o fluxo de caixa da organização, proporcionando com isso uma capacidade de avaliação das empresas envolvidas. O mercado de trabalho na área de fusão, aquisição e incorporação é promissor, mas restrito aos economistas com esta especialidade.
  RECÁLCULO DE CONTRATOS
  Depois da implantação do Plano Real, aumentou a procura de economistas especializados no recalculo de contratos. Os altos juros e o sistema bancário criaram diversos tipos de taxas, seja nos contratos de financiamento ou de empréstimos. É aí que entra o economista, com a função de analisar os contratos, que passaram a ter mais erros e cálculos equivocados.
  Cabe ao economista recalcular os contratos tanto pessoas físicas como jurídicas. Com conhecimento adquirido em matemática financeira, ele realiza auditagem de contas, confere dados e interpreta vários tipos de contratos, como habitacional, comercial, empréstimos industriais e rurais, bancários, de leasing. Outra função é rever contratos antigos, firmados em outra conjuntura econômica.
  ASSESSORIAS ECONÔMICAS DIVERSAS
  Trabalhando com assessorias econômicas diversas, o economista analisa e propõe medidas econômico-financeiras redirecionadoras, contribuindo para o aumento da participação no mercado e para melhora da rentabilidade de empresas, órgãos públicos ou outras entidades.   Entre as funções do economista neste setor estão a análise de curto prazo sobre questões como o comporta- mento das taxas de câmbio e de juros, quais os melhores investimentos no mercado financeiro, o custo do hot money e outros. Além de todas estas ações, o trabalho neste campo também inclui a elaboração de boletins de conjuntura, com textos que interpretam os fatos econômicos.
  ORÇAMENTOS
  Neste tipo de atividade, que muitos ainda consideram complexa, o profissional de Economia pode atuar tanto na área pública quanto na iniciativa privada. Na área governamental, o trabalho do economista consiste em elaborar, executar e fazer o acompanhamento físico e financeiro do orçamento. Ele acompanha ainda a elaboração do Plano Plurianual de Investimentos, a Lei Orçamentária, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Plano Anual de Trabalho.
  No orçamento empresarial, o economista detalha os gastos/custos com serviços e produtos, bem como especifica os investimentos a serem aplicados ao longo de um determinado período. Esse trabalho possibilita a definição de valor/ preço, contribuindo para o bom resultado econômico- financeiro da empresa.
  ESTUDO E ORIENTAÇÃO DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE NOVAS EMPRESAS

  Neste trabalho, o economista faz o planejamento e reestruturação organizacional, desenvolvimento de projetos de financiamentos, pareceres técnico-judiciais e estudos de viabilidade econômico-financeira de projetos em geral. A metodologia de trabalho do economista, vivencial e participativa, privilegia a criação de situações empresariais corriqueiras de forma que as pessoas possam experimentar as mais variadas ações sem, contudo, arriscar o futuro.
  Outras funções do profissional que trabalha nesta área: avaliação econômio-financeira e assessoria em processos de aquisição, alienação e fusão de empresas, privatização, reestruturação de passivos e definição de políticas de treinamento. O trabalho do economista compreende também o acompanhamento mensal e constante às empresas clientes, através de relatórios de desempenho, com análise das áreas de vendas, produção, origem e aplicações de recursos, além da política de estoques e auditoria financeira mensal, dentre outras avaliações.
  É através destas análises que a empresa pode, então, planejar e fazer os ajustes necessários.

  DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENTO ECONÔMICO
  Nessa área de atuação, que compreende políticas tributária, agrária e agrícola, desenvolvimento rural e comércio exterior fiscal, o economista estabelece objetivos e metas de crescimento econômico para provocar o desenvolvimento sócio-econômico. Este é um processo de longo prazo, mas que gera mu- danças estruturais nos campos econômico, social, político e até cultural. O profissional também se preocupa com os aspectos qualitativos, contribuindo para a melhoria do padrão de vida da população. No setor privado, o economista estabelece metas a serem alcançadas pela empresa e, desta forma, medidas para implementar tais objetivos. Ou seja, ele elabora o planejamento estratégico empresarial, através de estudos relacionados com a microeconomia. O trabalho exige ainda que conheça os ambientes internos e externos da empresa ou entidade.
  CRIAÇÃO DE PROJETOS PARA A OBTENÇÃO DE FINANCIAMENTOS
  A função do economista neste setor consiste em melhorar trabalhos econômico- financeiros visando obter recursos de médio e longo prazos junto a entidades financeiros nacionais ou estrangeiras, visando a implementação de um novo empreendimento para produzir bens ou ofertar serviços. Os projetos também podem ser de ampliação, modernização, relocalização ou criação de novas linhas de produção em empreendimentos já existentes.
  Neste caso, o economista trabalha com um roteiro elaborado pelo órgão financiador. No entanto, continua responsável pelos estudos econômico- fínanceiros.
  ELABORAÇÃO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS
  O economista verifica se a elaboração de um determinado projeto é ou não viável. Ele deverá assinar como responsável técnico por todo projeto de investimento. Dessa forma, o economista é responsável pelo estudo de mercado e comercialização, estudos de cursos e receitas, de tamanho ou escala do projeto.
  Também faz parte de sua função avaliar as fontes financeiras, a análise da localização do projeto, a estruturaçâo do fluxo de caixa e da variação ração dos índices econômico- financeiros, dentre eles, a margem de lucro, rentabilidade sobre investimentos e receita. Os projetos podem ser: final, de viabilidade (espécie de pré-projeto) ou para financiamento.
  ECONOMIA DE EMPRESAS
  Nas empresas, o economista pode desenvolver estudos e análises em duas áreas: macroeconomia (aspectos gerais da Economia que afetam a empresa) e microeconomia (questões específicas da empresa). Em relação ao que acontece dentro da empresa e com o setor específico da Economia ao qual ela pertence, o economista está apto a desenvolver trabalhos relacionados ao planejamento estratégico, departamento financeiro, estudo de mercados, conjuntura econômica e ambiente de negócios, custos e orçamentos empresariais.
  E ainda analisa o desenvolvimento sócio-económico e gestão empresarial.
  ORIENTAÇÃO FINANCEIRA
  As funções do economista neste setor é averiguar os investimentos mais rentáveis, bem como os tipos de aplicações que podem ser feitas. A ele compete observar as perspectivas de mercado, tanto de produtos quanto de serviços.
  Também trabalha nesse campo com incentivos fiscais e financeiros por investimentos e com análise de negócios financeiros. O profissional contribui na elaboração de orçamentos, receitas e despesas, na projeção de resultados, sejam presentes ou futuros. Cabe ao economista ainda atuar na orientação sobre fontes de financiamentos e na avaliação das taxas de retomo das organizações, tanto do ponto de vista econômico quanto social.
  Esse serviço pode ser prestado diretamente e também via empresas, cooperativas ou entidades.
  MERCADO FINANCEIRO
  O economista atua em bancos, corretores, seguros, distribuidores e no mercado financeiro das empresas. Nos bancos, acompanha a conjuntura econômica, realiza estudos de mercado para novos clientes e avalia a concorrência, o planejamento e a programação empresarial frente aos planos econômicos.
  No setor financeiro, elabora e acompanha fluxos de caixa, orçamentos de investimento e de despesas correntes, propõe e analisa projetos e ainda mantém contato com órgãos públicos para informá-los sobre questões relativas à empresa. O economista está apto a trabalhar com mercado de títulos e valores Imobiliários, que abrange as corretores e distribuidoras, agentes e corretores autônomos e empresas de participação. No leasing, ele trabalha em atividades financeiras para definir a vida útil dos bens e o perfil para a realização dos financiamentos.
  CONSULTORIA E ASSESSORIA
  O economista presta assessoria e consultaria em questões como gestão e análise econômicas, planejamento estratégico, estudos e pesquisas de mercado, projetos e organização. Trabalha ainda em estudos e análises de macro e microeconomias, preços/custos, tarifas e mercados financeiros, dentre outros. Com o avanço da terceirização na área de serviços, as atividades dos economistas em consultaria e assessoria podem ser classificadas como esporádicas, diárias e mensais.
  ASSESSORIA DE PROJETOS AGRO-INDUSTRIAIS E ABROBUSINESS
  Nesses setores, as atividades dos profissionais de Economia são ás mais variadas, como análises de competitividade, oportunidades agro-industriais, definição de custos e preços, mercados de manufaturados, produção agrícola, preços nacionais e internacionais, concorrência, nichos de mercado, desempenho de bolsas de mercadorias, situação de colheitas, demandas por commodities no País e no mundo.
  Nos últimos anos, o economista tem sido muito procurado para desenvolver estudos e projetos setoriais para agroindústrias e agrobusiness.
  DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS DE INFRA- ESTRUTURA
  O trabalho do economista nessa área consiste na elaboração de estudos, implantação de produtos, pré-diagnóstico de gestão empresarial e avaliação da relação entre cliente e empresa. Ele avalia os projetos nas áreas de transportes, energia, armazenagem, concessões, telecomunicações e também trabalhos no setor social, como hospitais, escolas, saneamento, habitação e lazer.
  Ou seja, implantar, expandir, melhorar e modernizar a infra-estrutura econômica e social de uma determinada área geográfica competem ao economista. Na maioria das vezes, esses projetos estão vinculados a planos e programas de desenvolvimento econômico. São atividades do profissional fazer contatos e formular estratégias para investidores e com operadores tecnológicos, analisar os concorrentes e suas estratégias, fazer os orçamentos das atividades pré-licitatórias, preparar os documentos para a proposta, bem como sugerir modelos de participação de cada investidor.
  ORIENTAÇÃO EM COMÉRCIO EXTERIOR
  Com o conhecimento da economia regional e da economia globalizada, o economista está apto a trabalhar na área de comércio exterior, tanto para o governo quanto para empresas, como exportadoras, bancos e indústrias. Algumas funções: diagnosticar as economias de outros países, traçar gráficos comparativos com a situação brasileira, identificar áreas para investimentos e comércio, descobrir oportunidades de investi- mentos, dar consultaria às empresas estrangeiras sobre o processo de privatização brasileiro, avaliar condições para o estabelecimento de joint-ventures no exterior.
  Alguns dos pré-requisitos do profissional que atua na área: formação cultural sólida, com ênfase em História Contemporânea e Geografia, domínio da língua inglesa, conhecimentos de recursos de informática, visão ampla de mercado para aferir cotações de preços, custos, câmbios, acompanhamento do mercado de ações das principais bolsas mundiais e percepção aguçada para entender o lado econômico das decisões políticas.
  ELABORAÇÃO DE ESTUDOS MERCADOLÓGICOS
  Ao economista compete elaborar estudos de mercado e de comercialização. No primeiro caso, dimensiona a oferta e procura de bens e serviços em determinada área geográfica, identificando os potenciais consumidores e a existência ou não de demanda. No segundo caso, analisa e propõe as formas e condições mais rentáveis para que o bem ou serviço analisado chegue até o consumidor final pelo menor preço.